Assistir a filmes, séries e programas pela internet ficou muito mais caro nos últimos anos.
Segundo o levantamento apresentado pelo TechSpot, manter os oito principais serviços de streaming nos planos sem anúncios, contratados separadamente e sem descontos de pacotes, custa hoje cerca de US$ 151 por mês.
Há aproximadamente quatro anos, uma combinação semelhante custava cerca de US$ 90 mensais.
Isso representa um aumento de quase 70%.
Apple TV+ teve um dos maiores aumentos
Um dos casos mais expressivos é o Apple TV+.
Quando foi lançado, em 2019, o serviço custava US$ 4,99 por mês. Desde então, o preço aumentou cerca de 200%.
Mesmo com um catálogo menor que o de alguns concorrentes, a Apple continuou investindo em séries e filmes originais e transformou o serviço em parte importante de seu negócio de assinaturas.
Disney+, Netflix e Paramount+ também ficaram mais caros
O Disney+ foi lançado em 2019 por US$ 6,99 mensais, sem anúncios.
Hoje, o plano com publicidade custa US$ 11,99, enquanto a opção sem anúncios é mais cara.
A Paramount+ também aumentou consideravelmente seus preços. Seu plano mais barato está cerca de 80% mais caro do que cinco anos atrás.
No caso da Netflix, o plano Premium aumentou 125% em relação ao preço de 2013.
Os aumentos estão acontecendo mais rapidamente
O problema não é apenas que os preços aumentaram. O ritmo dos reajustes também acelerou.
Segundo os dados apresentados na reportagem, os preços dos serviços de streaming subiram 11,8% nos últimos 12 meses.
Em 2023, o aumento médio havia sido de 17,7%.
Apple TV+ e Peacock tiveram reajustes de aproximadamente 50% no último ano.
Streaming está subindo mais que a inflação
Os aumentos também chamam atenção quando comparados com a inflação.
De acordo com dados do Bureau of Labor Statistics citados na reportagem, os preços ao consumidor nos Estados Unidos aumentaram em média 3,84% ao ano desde 2019.
Os serviços de streaming, portanto, tiveram aumentos significativamente maiores nesse período.
Isso acontece mesmo com a expansão dos planos mais baratos que exibem anúncios.
Por que as empresas estão aumentando os preços?
As plataformas gastaram enormes quantias para produzir filmes e séries, conquistar assinantes e construir toda a infraestrutura necessária para oferecer streaming em grande escala.
O modelo inicial era conquistar o maior número possível de usuários com preços baixos.
Agora, as empresas estão tentando transformar essas enormes bases de usuários em negócios mais lucrativos.
Para isso, estão utilizando várias estratégias:
- aumento das mensalidades;
- planos com publicidade;
- planos sem anúncios mais caros;
- pacotes que combinam diferentes serviços;
- restrições ao compartilhamento de contas;
- novas modalidades de assinatura.
Ainda existe uma vantagem sobre a TV por assinatura
Apesar dos aumentos, o streaming continua oferecendo uma vantagem importante em relação à televisão tradicional: o consumidor pode cancelar a assinatura quando quiser.
Isso criou um novo comportamento.
Em vez de manter cinco, seis ou oito serviços ativos durante o ano inteiro, algumas pessoas estão passando a alternar as assinaturas.
Por exemplo, alguém pode assinar um serviço durante o mês em que estreia uma série aguardada, cancelar depois e utilizar outro serviço quando surgir um novo conteúdo de interesse.
Essa estratégia pode reduzir o gasto total, embora exija mais planejamento.
A era de “um serviço para tudo” acabou
Nos primeiros anos do streaming, a promessa era relativamente simples: pagar uma assinatura mensal e ter acesso a uma grande biblioteca de filmes e séries.
O mercado acabou seguindo outro caminho.
Os conteúdos estão espalhados entre diferentes plataformas. Uma série pode estar em um serviço, um filme em outro e determinados eventos esportivos exclusivamente em uma terceira plataforma.
Com isso, quem quiser acompanhar muitos conteúdos diferentes pode acabar precisando de várias assinaturas simultaneamente.
Em resumo
US$ 90/mês — aproximadamente o custo de uma combinação semelhante de serviços há quatro anos.
US$ 151/mês — custo atual aproximado dos oito principais serviços em planos sem anúncios, contratados separadamente.
Quase 70% — aumento aproximado nesse período.
11,8% — aumento dos preços do streaming no último ano, segundo os dados citados na reportagem.
O streaming ainda oferece mais flexibilidade do que a televisão por assinatura tradicional, mas aquela época em que várias plataformas podiam ser mantidas por poucos dólares mensais ficou para trás.
A tendência atual é clara: mensalidades maiores, mais publicidade e maior pressão para que o assinante escolha cuidadosamente quais serviços realmente vale a pena manter.




