A Microsoft está acelerando a aposentadoria de uma tecnologia que acompanha o Windows há quase 30 anos: o VBScript.
O problema é que muitas empresas ainda utilizam essa tecnologia em ferramentas de administração. Uma delas é o Slmgr.vbs, usado para gerenciar a ativação e o licenciamento do Windows pela linha de comando.
Quando o VBScript for definitivamente removido do sistema, o Slmgr.vbs também deixará de funcionar. Por isso, a Microsoft está orientando empresas a começarem a migrar seus procedimentos para o PowerShell.
O que é o Slmgr.vbs?
O Slmgr.vbs é um script incluído no Windows que permite administrar informações relacionadas à licença do sistema operacional.
Entre outras funções, ele pode:
- instalar ou alterar chaves de produto;
- ativar o Windows;
- consultar o estado da ativação;
- verificar informações sobre licenciamento;
- executar tarefas de gerenciamento de licenças pela linha de comando.
A ferramenta é especialmente útil em ambientes corporativos, nos quais os administradores precisam controlar a ativação de muitos computadores.
Isso não significa que o Windows deixará de possuir mecanismos de ativação. O problema é especificamente a ferramenta antiga baseada em VBScript e os sistemas de automação que dependem dela.
Por que a Microsoft está removendo o VBScript?
O VBScript é uma tecnologia antiga, baseada no Visual Basic, que foi incorporada ao Windows há décadas.
A Microsoft anunciou sua descontinuação em 2023 e decidiu fazer a remoção em etapas, permitindo que empresas tenham tempo para adaptar seus sistemas.
Atualmente, o VBScript pode ser disponibilizado como um Feature on Demand (FOD) do Windows e ainda vem habilitado por padrão.
Em uma etapa posterior, ele deixará de ser ativado automaticamente. Quem ainda precisar da tecnologia terá que instalá-la manualmente.
Finalmente, uma futura versão do Windows deverá remover completamente o VBScript.
O que substituirá o Slmgr.vbs?
A alternativa indicada pela Microsoft é o PowerShell.
A empresa disponibilizou o módulo OSLicense, que oferece recursos para administrar informações de ativação e licenciamento que antes eram acessadas por meio do VBScript.
O módulo exige o Windows PowerShell 5.1.
Portanto, empresas que possuem scripts automatizados usando comandos como Slmgr.vbs deverão adaptá-los para a nova estrutura.
Windows 11 já possui suporte
Existe, porém, uma diferença dependendo da versão do Windows utilizada.
Nas versões cliente do Windows 11, o componente necessário para utilizar o OSLicense está disponível após a instalação da atualização de prévia de agosto de 2026 (KB5120998) ou de uma atualização posterior.
Para o Windows Server, o suporte ao novo módulo chegará com a próxima grande versão do sistema operacional voltada para servidores.
O problema não é apenas a ativação
A principal preocupação para empresas não é simplesmente deixar de conseguir ativar o Windows.
O maior risco está nos sistemas automatizados que dependem do VBScript.
Uma empresa pode, por exemplo, possuir scripts antigos, políticas de grupo, ferramentas administrativas ou processos internos que executem comandos VBScript sem que os administradores precisem interagir manualmente com eles.
Quando o VBScript desaparecer, esses processos poderão parar de funcionar.
Por isso, a Microsoft recomenda que os administradores façam um levantamento de seus scripts, ferramentas de linha de comando e políticas de grupo antes que a tecnologia seja removida definitivamente.
E os computadores domésticos?
Para a maioria dos usuários domésticos, a mudança provavelmente será menos perceptível.
Quem simplesmente ativa o Windows pelas configurações do sistema não depende diretamente do Slmgr.vbs.
O impacto maior deverá ocorrer em empresas, administradores de sistemas e ambientes que utilizam automação baseada em VBScript.
Em resumo
VBScript está sendo aposentado: a Microsoft iniciou a retirada gradual da tecnologia.
Slmgr.vbs será afetado: a ferramenta depende do VBScript e deixará de funcionar quando ele for removido.
PowerShell é o substituto: o módulo OSLicense oferece os recursos necessários para administrar o licenciamento.
Empresas precisam se preparar: scripts, políticas e ferramentas antigas devem ser identificados e migrados antes da remoção definitiva.
A mudança representa o fim de uma tecnologia com quase três décadas de presença no Windows, mas não significa o fim da ativação do sistema operacional. O objetivo é substituir uma infraestrutura de automação antiga por ferramentas mais modernas baseadas em PowerShell.




